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Esse texto nasceu quando me pus a pensar minha como universitário. Foi uma vidinha de segunda... Como universitário.
Eu jogo sinuca muito mal.
Detesto encontros estudantis, e nem sei por quê.
Nunca fui a um bixo na brasa, ou bixurrasco, ou coisa que o valha.
Detestava fazer trabalhos em “comunidades”. Acho aquele pessoal muito ingrato.
Pra mim, criticar o capitalismo é chutar cachorro morto, todo mundo faz isso. Bom mesmo é mandar a escola de Frankfurt se foder.
Me sentia MUITO mal de fazer “reflexões críticas” que terminavam inexoravelmente em me fazer odiar minha própria profissão.
Aliás, acho isso muito “eu-farei-um-mundo-melhor-e-sou-de-esquerda-mamãe-mas-ainda-me-dê-mesada-pra-comprar-coisas”.
Nunca fiz um vídeo sobre pessoas que eu não vejo em lugares que eu não gosto sobre temas que não me agradam, só pra pagar de intelectual.
Parei de participar de projetos de extensão quando comecei a sentir o cheiro de parcerias com ONGs. De novo, acho isso a maior enganação.
Eu leio a merda da Veja, e não vejo nenhuma diferença pra Carta Capital, já que ambas são panfletárias pra diabo, só muda o lado.
Acho que posar de contrário a qualquer iniciativa de uma empresa, só por um empresário estar à frente, é de uma burrice colossal.
Não simpatizo com nenhum governo estabelecido ou que queira se estabelecer.
E os caras que se metem a esfregar o texto “O Analfabeto Político” do Brecht na cara dos outros são uns safados que querem puxar a sardinha pro seu lado. Não respeitam o sentimento de uma pessoa indignada com as coisas e que se expressa com um “Odeio Política”.
Não fico comentando “Tá com grana sobrando, Tá podendo”, quando alguém diz que gastou “x” com alguma coisa. Isso constrange e é tão opressor quanto “o discurso da grande mídia”, pois deixa o pobre fulano em questão com vergonha de gastar o fruto do próprio trabalho/estágio/frilas/esforço em geral.
Acho muita bobagem escrever desinências de gênero com arroba pra pregar paridade entre os sexos. Isso é só querer esconder que você mesm@ é atolado de preconceitos.
To nem aí, pra Che, Olga Benário, Vladimir Herzog, Rosa Luxemburgo e outros idolozinhos universitários.
Hoje grito aos quatro ventos que sim, EU COMO CARNE, porque o discurso de muitos vegans é doentio.
Muito artista contemporâneo é tão obtuso que faz coisas herméticas pra esconder que é IMBECIL.
Arte performática, na maioria das vezes, É UM SACO!
Pronto, falei.