sábado, 3 de novembro de 2007

Três ou quatro anos depois.

Comunicação social – habilitação em publicidade e propaganda. Opção 12b na ficha de inscrição. O ano era 2003, eu, se passasse, iria entrar para a Universidade Federal do Ceará em 2004, no primeiro ou segundo semestre.
Vou poupa-los, meus caros, das peripécias de um estudante que é vestibulando, até por que vocês conhecem como é: professores meio doidos, específicas, provas de física e... ARGH!
Sim... Foi traumático, caras.
Eu consegui passar para o primeiro semestre, fui sexto lugar, e no dia primeiro de março de 2004, lá estava eu, começando na comunicação, no curso de publicidade.
A partir daí, minhas unidades de tempo pararam de ser anos, viraram semestres. Passei a beber bem mais do que eu bebia. Aprendi que "Adorno" não é enfeite. Aprendi que se você quer almoçar decentemente, tem que evitar o restaurante universitário depois de meio dia e meia. Aprendi macroeconomia e o que era "campo semântico"... E que não se deve confiar em pessoas que fazem mestrado. Aprendi que propaganda é uma merda, como diz o Roberto Menna Barreto. Aprendi que essa merda é muito divertida, que o povo do atendimento é bastante pentelho, que quem é Mídia ganha presentinhos, mas preenche planilhas chatas. Passei a adorar a palavra Brainstorm.
Conheci um tal "fotochópi", vi que computador é melhor que videogame, graças a isso. Vi, quase literalmente, o que significava dead line e que diagramar coisas no Pagemaker pode fazer você ampliar seu léxico sobre palavrões.
Aprendi que o contrato de prestação de serviços é o melhor amigo do freelancer, e que o briefing é utilíssimo, aprendi a sigla AIDA e como aplica-la... cara, eu aprendi um monte de coisas.

Mas não aprendi a ser um publicitário de verdade. Que bosta, hem?


Esse é um texto sobre a patética natureza humana. Se há alguém aí ofendido, o autor pede suas desculpas... Mas que tudo isso é triste, ah, isso é.

5 Resolveram participar da brincadeira:

Yuri Leonardo disse...

Se serve de consolo, acredite: tem muita gente que passa boas décadas trabalhando nesse ramo e ainda não sabem ser publicitários :D

Tomara que eu saia do meu curso sabendo ser jornalista - mas, pelo jeito que as coisas vão, vou sair como o "caraquedesenhamuitaporcarianaquelecaderninhoquecarreganamochila".
Issoaí tem mercado de trabalho?

Larys disse...

É. Tb agora fikei meditando na minha saga pela Comunicação. Não se preocupe, vc tb não está só nesse vácuo que os anos trazem. Amanhã mesmo eu tenho uma campanha pra fazer e já tô pensando que vai sair uma porcaria. Normal mesmo a gnt entrar com complexo de Chaves, zás, zás, zás, e depois broxar completamente. Mas fico na torcida pq acredito nos dias bons! A gente ainda vai ganhar nosso milzão! heheh! bjo

Fabianny disse...

Você não aprendeu a ser um publicitário de verdade porque publicitários de verdade não existem. Eles são frutos de uma imaginação doentia, assim como as fadas, os gnomos, a cédula de 100 reais e etc...

Lore Rodrigues disse...

pelo menos vc aprendeu um monte coisasss!!
PS: axei o teu blog por acaso e.. é massa ó! bjo

André Kxacinha disse...

Pra um bixo isso foi tão encorajador.

uhauha.

Brincando.

Mas tipo, ser ou não é apenas uma opinião pessoal.
Usando um exemplo fulero: pra mim, o Reinaldo Aleluia é um cachaceiro que deveria rapidamente procurar um tratamento e esquecer de jogar bola.
Mas tem gente que acha que ele deve jogar no Ceará.. loucos.